quarta-feira, 9 de outubro de 2013
E-book "As Esganadas"
Olá leitores hoje trago para vocês um livro que me foi muito bem recomendado. Ele conta a historia de um serie de assassinatos. Uma leitura empolgante e envolvente que vai fazer vocês se arrepiarem. Espero que gostem e Boa leitura!!!
Como ator e comediante, o Jô é um grande fazedor de tipos. Sabe como poucos construir um personagem, defini-lo com um detalhe e dar-lhe vida com graça e inteligência. Como autor, essa sua maestria se expande: os tipos são postos no mundo e, mais do que no mundo, numa trama — e o seu criador (eu quase escrevi Criador, pois não deixa de ser um trabalho de deus) se solta. Toda a ficção do Jô é feita de grandes personagens envolvidos em grandes tramas. Os tipos e a trama deste livro são especialmente engenhosos e através deles o autor nos dá um retrato saboroso do Rio de Janeiro no fim dos anos 1930 e começo do Estado Novo — o Rio das vedetes que davam e dos políticos que tomavam, das estrelas do rádio e das corridas de “baratinhas”. E nesse mundo em ebulição chega uma figura portuguesa, saída de um poema do Fernando Pessoa, para elucidar o estranho e terrível caso das gordas desaparecidas que… Mas não vou revelar mais nada. Um dos prazeres da literatura policial é ir acompanhando o desvendar de uma trama, levados de revelação a revelação por alguém com a fórmula exata para nos enlevar — e enredar. No caso do Jô, quem nos guia é um autor que já provou seu domínio do gênero, e que aqui se supera na perfeita dosagem de invenção, humor e erudição que nos prende desde a primeira página, desde a epígrafe. Prepare-se para ser enlevado e enredado, portanto. E prepare-se para outras sensações. Só posso dizer que a trama deixará você, ao mesmo tempo, horrorizado e com fome. E que depois da sua leitura os Pastéis de Santa Clara jamais significarão o mesmo.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Adivinha quanto te amo - Esopo
Adivinha quanto eu te amo
Era hora de ir para a cama, e o Coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do Coelho Pai.
Ele queria ter certeza de que o Coelho Pai estava ouvindo.
- Adivinha quanto eu te amo? - disse ele.
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isso - disse o Coelhinho, esticando seus bracinhos o máximo que podia.
- Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar - respondeu o Coelho Pai.
- Tudo isso - disse o Coelhinho, esticando seus bracinhos o máximo que podia.
Só que o Coelho Pai tinha os braços mais compridos. E disse:
- E eu te amo tudo isto !
- E eu te amo tudo isto !
Huuum, isso é um bocado, pensou o Coelhinho.
- Eu te amo toda a minha altura - disse o Coelhinho.
- E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai.
- E eu te amo toda minha altura - disse o Coelho Pai.
Puxa, isso é bem alto, pensou o Coelhinho. Eu queria ter os braços compridos assim.
Então o Coelhinho teve uma boa idéia. Ele se virou de ponta cabeça, apoiando as patinhas na árvore.
- Eu te amo até as pontas dos dedos de meus pés!
- E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés - disse o
Coelho Pai balançando o filho no ar.
- Eu te amo a altura de meu pulo! - riu o Coelhinho saltando, para lá e para cá.
- E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.
- E eu te amo a altura do meu pulo - riu também o Coelho Pai e saltou tão alto que suas orelhas tocaram os galhos das árvores.
- Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio - gritou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho.
- Eu te amo até depois do rio até as colinas - disse o Coelho Pai.
É uma bela distância, pensou o Coelhinho.
Ele estava sonolento demais para continuar pensando.
Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite.
Então ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite.
Nada podia ser maior do que o Céu.
- Eu te amo ATÉ A LUA! - disse ele, e fechou os olhos.
- Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo!
O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então se inclinou para lhe dar um beijo de Boa Noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...IDA E VOLTA !
- Puxa, isso é longe disse o Coelho Pai. Longe mesmo!
O Coelho Pai deitou o Coelhinho na sua caminha de folhas. E então se inclinou para lhe dar um beijo de Boa Noite.
Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:
- Eu te amo até a lua...IDA E VOLTA !
E-book "Charade"
Olá leitores hoje um e-book pra lá de magnifico. Uma historia encantadora e envolvente que vai prende-los do começo ao fim. Espero que gostem e Boa leitura!!!
Cheyenne,
de dezenove anos, tenta retratar a vida perfeita para mascarar as memórias de
seu passado. Encontrar seu namorado com outra mulher em seu primeiro ano na
faculdade ameaça essa imagem de perfeição. Colt, de vinte e um anos, nunca quis
faculdade e nunca esperava ser nada, mas quando o último desejo de sua mãe
antes de morrer é que ele consiga seu diploma, ele não tem escolha a não ser
fingir que é o que ele quer também. Cheyenne precisa de umnamorado falso para
se vingar de seu ex e Colt precisa de dinheiro para cuidar de sua mãe, então
eles chegam a um acordo que ajuda a ambos. Mas e se o passado de Cheyenne não é
o que ela pensava? Logo eles estão trocando uma charada por outra, perdendo-se
um no outro para esquecer sua dor. Quanto mais eles jogam seu jogo, mais ele se
torna a única coisa que tem que parece real.Tanto Cheyenne como Colt sabem que
a vida nunca é fácil, mas nenhum deles espera a tragédia que ameaça acabar com
a sua charada e separá-los para sempre.
Cheyenne,
de dezenove anos, tenta retratar a vida perfeita para mascarar as memórias de
seu passado. Encontrar seu namorado com outra mulher em seu primeiro ano na
faculdade ameaça essa imagem de perfeição. Colt, de vinte e um anos, nunca quis
faculdade e nunca esperava ser nada, mas quando o último desejo de sua mãe
antes de morrer é que ele consiga seu diploma, ele não tem escolha a não ser
fingir que é o que ele quer também. Cheyenne precisa de umnamorado falso para
se vingar de seu ex e Colt precisa de dinheiro para cuidar de sua mãe, então
eles chegam a um acordo que ajuda a ambos. Mas e se o passado de Cheyenne não é
o que ela pensava? Logo eles estão trocando uma charada por outra, perdendo-se
um no outro para esquecer sua dor. Quanto mais eles jogam seu jogo, mais ele se
torna a única coisa que tem que parece real.Tanto Cheyenne como Colt sabem que
a vida nunca é fácil, mas nenhum deles espera a tragédia que ameaça acabar com
a sua charada e separá-los para sempre.sexta-feira, 4 de outubro de 2013
E-book "Acontece que eu te amo"
Olá leitores hoje para vocês uma postagem especial sobre achar o amor verdadeiro, nesse livro descobriremos que o verdeiro amor pode estar a um passo de distancia. Espero que gostem e Boa leitura!!!
Quem nunca sonhou com um
grande amor, com a pessoa ideal e perfeita? Luíza é uma jovem recém-saída da
adolescência e caloura na universidade de jornalismo, que apesar da pouca
idade, é madura e sabe bem o que quer, porém, como toda mulher, ainda sonha com
o príncipe encantado e que sua primeira vez será com a pessoa perfeita. O que
ela não sabia era que esbarrar em Guilherme naquele shopping mudaria sua vida
para sempre. Olhar em seus olhos foi
como morder a maçã e descobrir o pecado original. Será que ele se entregaria à
atração que sentiu por aquela menina e mulher tão cheia de vida e decidida?
Eles estavam em diferentes estágios de vida agora, ela estava começando e ele
já estava no meio docaminho. Acontece
que eu te amo é um romance para as mulheres eternamente apaixonadas e que ainda
sonham com o grande amor de sua vida, sem perder a esperança. Tem sexo,
orgulho, paixão, brigas, intrigas, conquistas e muito amor.
Cronica Pechada
Pechada
Luis Fernando Veríssimo
O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.
– Aí, Gaúcho!
– Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
– Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
– E fala certo - disse a professora. – Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
– O pai atravessou a sinaleira e pechou.
– O que?
– O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
– O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
– Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
– E o que é isso?
– Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
– Nós vinha...
– Nós vínhamos.
– Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.
"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
– Aí, Pechada!
– Fala, Pechada!
– Aí, Gaúcho!
– Fala, Gaúcho!
Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?
– Mas o Gaúcho fala "tu"! – disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
– E fala certo - disse a professora. – Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.
O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.
Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.
– O pai atravessou a sinaleira e pechou.
– O que?
– O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.
A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.
– O que foi que ele disse, tia? – quis saber o gordo Jorge.
– Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
– E o que é isso?
– Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
– Nós vinha...
– Nós vínhamos.
– Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.
A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.
"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.
– Aí, Pechada!
– Fala, Pechada!
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
E-book "Jogando para Ganhar"
Olá leitores hoje estou postando pra vocês um E-book que vão amar! Eu já li e me apaixonei é muito bom e lindo. Espero que gostem e Boa leitura!!!
Cansada de ser a maior covarde do mundo, Haley decide que as coisas vão mudar começando por seu vizinho insuportável que tem muito charme e pouca compostura. O que ela não esperava era ser sugada para dentro de seu mundo, mas Haley tem um plano e não vai esquecer o que o bad boy ao lado é capaz de fazer.
A ultima coisa que Jason esperava era que sua tímida vizinha se lançasse sobre ele como um Rambo por algumas flores em ruínas. Depois que ele decide colocá-la sob sua proteção, não pode deixar de notar que ela se encaixa perfeitamente em sua vida. Agora a única coisa que resta é convecê-la de que isso é algo mais do que um jogo.
Ivone Boechat - Era uma vez... Espaço
Era uma vez...espaço.
O tempo foi passando, mas Espaço não cresceu; diminuiu. Começou a conviver, sem querer, com sua amiga Sobrevivência e, de repente, as pessoas se amontoaram e quase o sufocaram.
De uma coisa vocês não sabiam, Espaço está chocado, porque o inimigo Poluição invadiu o território, tomou conta dos seus ares e foi um fracasso. Espaço está contaminado.
Noutro dia mesmo, Espaço já ia brigando com seu melhor amigo, Segurança. Em todos os lugares em que ele se mexia, surgia Medo, parceiro de Insegurança, para o perturbar. Espaço teve que se armar. Mas será que resolveu o problema? Ele está apavorado com tantos inimigos...
Paz, irmã de Espaço, que agora mora longe, telefonou para a prima Natureza e pediu ajuda. Afinal de contas, os passarinhos, as árvores, o perfume das flores, o seresteiro, o tocador de realejo, o poeta, as crianças, estão reclamando de Espaço, todo dia, com razão. Eles querem se instalar, definitivamente. Estão sendo jogados de um lado para o outro.
Espaço desculpou-se com Natureza e disse que o culpado não é só ele. As pessoas vivem correndo atrás de Sobrevivência e se esquecem de que existe oportunidade em outros lugares.
Agora, a solução está entregue a Dr.ª Gente, capaz de estudar com calma os prós e contras da reclamação de Espaço. O corre-corre, os enfartes, o empurra-empurra dentro do caldeirão cultural, a neurose de tempo, as angústias de ter, serão solucionados, porque estas são a sua especialidade. Se isto não acontecer, muito em breve, Espaço vai ficar vazio, as pessoas se desintegrarão nos braços da inimiga Morte. Seria muito triste. Espaço gostaria de crescer, abrigar a todos que o procurassem, para que sua irmã, Paz, não fosse morar tão longe.
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