como todos os outros
Quem me dera confiar nos homens. Eu.
Que ousei os tristes.
Como se não existissem outros menos
vivos neste profundo desaparecimento.
Quem me dera acreditar nos olhos deles.
Incertos de todas as coisas frágeis.
Quem me dera ser eu e todos os outros.
Saber matar e fugir da pena.
Eu! Que ousei a solidão em vez do amor.
Em todas as palavras incertas, habitam
montanhas de certezas e mentiras convictas. Quem me conta esta história mais
uma vez, e mais uma vez, para que não acredite. Quem me corta estes pulsos
fortes de qualquer coisa menos a força. A força que há em correr para dentro do
mar. A força em subir a uma montanha e saltar de olhos bem abertos contra o
céu.
Fujam destas palavras. Escondidos,
perdidos, salvos pela fé de não rezarem nada.
Não te esqueças de mim no meio da
história, não te esqueças do fim.
Depois, depois podes chamar todos os
amigos e dizer que fui eu! Quem esperou cem anos pelo nascer do sol
acompanhado. Quem deu o nome aquela estátua rodeada de areia negra.
Mudei o mar de lugar. Escondi a lua.
Enganei o sol.
Fui eu antes de todos os homens, e
depois de todas as crianças.
Dormes com esse sorriso de alma
sossegada. Saboreias sem dizer nada a minha alma sofrida e inacabada.
Tu que detestas a palavra…sofre com ela
até que me esqueça.
Em todas as palavras incertas, habitam
montanhas de certezas e mentiras convictas. Quem me conta esta história mais
uma vez.
E mais uma vez para que eu não
acredite.
Quem me corta estes pulsos fortes de
qualquer coisa menos a força.
A força de correr para dentro do mar.
A força…
…de subir a uma montanha e saltar de
olhos bem abertos contra o céu.
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