- Pois é! O ser humano é mesmo muito surpreendente. Confesso que eu também fiquei bastante chateado com a situação. Concordou o segundo investigador.
- Por que você ficou chateado? Foi por causa das vitimas?
- Ora! Claro que sim. Mas também por outra razão. Você sabe que eu sou mineiro não é? Então... E por esse motivo eu fiquei muito chateado. O marginal foi roubar usando como arma um dos símbolos culinários de Minas Gerais. É como se o larápio fosse assaltar alguém usando como arma uma pizza se isso tivesse acontecido em São Paulo ou com uma cuia de chimarrão se o mesmo fato tivesse ocorrido no Rio Grande do Sul...
- Voce não acha que você está exagerando?
- Claro que não. Pode perguntar para qualquer pessoa. Pergunta para qualquer mineiro quais são as coisas da culinária local que mais representam à boa e deliciosa terra mineira. Você vai ver que a pessoa vai te responder que é o queijo minas, o pão de queijo, os doces caseiros, o cafezinho e o indispensável biscoito de polvilho.
- Ah! Eu acho que você está chateado demais com esse caso.
- Claro que eu estou. Dessa vez essa bandidagem passou das contas. Eles nem sequer pouparam o tradicional biscoito de polvilho. Onde já se viu sair aí pelas ruas da cidade armado com um biscoito de polvilho para roubar as pessoas? Onde é que a gente vai parar desse jeito. E da próxima vez? Eles vão assaltar com o quê? Com bacalhau? Com um salaminho?...
Edilson Rodrigues Silva
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