sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Natural retorno

O passarinho que a poluição
Espantou sou eu que voa
Para seus braços.
A água que a indútria sujou
Sou eu que desemboca límpio
Em sua barriga.
O mato que a cidade cortou
Sou eu que cresce viçoso
Em suas pernas.
O bicho que a civilização metou
Sou eu que corre célere
Para o seu corpo.
Nem tudo está perdido.

 Ulisses Tavares.

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